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Ver com os olhos de Elias
Beth Carey
Quase todas as seções da Lição Bíblica da Ciência Cristã da semana de 12 a 18 de julho de 2010, intitulada “Vida”, relatam algo novo sobre o profeta Elias, que viveu no século IX antes da Era Cristã. Como é bom ter a oportunidade de conhecer melhor esse personagem bíblico.
O nome Elias significa “O Senhor é o meu Deus”. Um estudioso da Bíblia fala sobre esse personagem do Velho Testamento: “Elias, o Tesbita,....aparece repentinamente em cena como um meteoro” (Bernard Anderson, Understanding the Old Testament [Compreendendo o Velho Testamento], p. 213).
Percebemos essa personalidade, que se assemelha a um meteoro, na Seção IV, em que Elias enfrenta os profetas de Baal. Acabe, rei de Israel, havia se casado com Jesebel, a filha do rei de Sidom. Em Israel, ela construiu um templo ao seu deus e trouxe os profetas de Baal ao seu novo país. O Baalismo era uma “seita de natureza materialística” (Dicionário Interpretado da Bíblia, p. 329). A onipotência do único Deus dos israelitas parece precária em presença dessa nova influência.
Elias sabe que muita coisa está em jogo. “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? (1 Reis 18:21, citação 12), pergunta ele ao povo. Uma declaração em Ciência e Saúde também evoca o estado de pensamento dos israelitas, naquela época: “Não é prudente assumir uma atitude vacilante e parar a meio caminho, ou esperar agir igualmente com o Espírito e a matéria, com a Verdade e o erro” (p. 167, citação 17).
Estabelece-se, então, uma disputa entre os adoradores de Baal e os do Deus único. Tem início um conflito dramático, o qual termina com a vitória do único Deus todo-poderoso. A convicção de Elias em Deus como a única fonte de vida, faz com que os israelistas voltem a adorar o único Deus.
A segunda e a terceira seções desta Lição incluem também histórias sobre Elias. Por causa da fome, devido à falta de chuva, Deus orientou a Elias que fosse rumo norte em direção a Sarepta, onde Ele, Deus, ou a Vida, sustentaria a Elias, juntamente com uma viúva pobre e seu filho. Quando ele pede pão à mulher, ela lho dá, embora esse seja seu último bocado. A resposta de Elias a ela é: “Não temas” (1 Reis 17:13, citação 5), que foi traduzida como “Tenha ânimo” (Charles Thompson, Septuaginta) e “Não tenhas medo” (Kenneth Taylor, A Bíblia Viva). Os tradutores nos ajudam a ver o quão apropriada é essa história para qualquer pensamento de carência. A Bíblia Viva continua: “Vá em frente e cozinhe esse ‘último bocado’, mas asse primeiro um pequeno pedaço de pão para mim; e depois ainda haverá farinha suficiente para você e seu filho”. Será que podemos confiar, como a viúva o fez, em que ao fazer o bem para os outros nenhum bem nos poderá ser tirado? O completo altruísmo e confiança da mulher continuam a ser uma lição para nós ainda hoje.
Mais tarde, o mesmo filho dessa mulher vem a morrer e é levado para a própria cama de Elias, que, conforme descrito, ficava em um quarto que ela havia providenciado para ele, em uma câmara superior no telhado da casa, acessível por meio de uma escada externa (The Interpreter’s Bible [A Bíblia Interpretada], 1 Reis, p. 147). Elias restaura a vida do menino. O poder da Vida para nos reviver da morte fica assim claramente ilustrado.
O tópico sobre a Vida continua na “trasladação” de Elias. Uma carruagem de fogo e cavalos de fogo descem, e Elias é arrebatado por um redemoinho para o céu.
Vemos uma continuação do impacto de Elias quando, séculos mais tarde, Jesus toma a Pedro, Tiago e João, os leva a um alto monte, e lá é “transfigurado” (Marcos 9:2, citação 20), ou, conforme diz a versão de J.B. Philips: “Toda a sua aparência foi transformada diante dos olhos deles”. Marcos registra que Elias e Moisés conversam com Jesus transfigurado. Uma vez que o Novo Testamento é escrito em grego, “Elias”, o nome grego para Elijah, é usado. Ao referir-se à predição de Malaquias 4:5, 6, Jesus diz: “Elias, vindo primeiro, restaura todas as coisas;” (Marcos 9:12, citação 20). A Nova Bíblia Inglesa traduz este versículo assim: “Elias vem primeiro para colocar tudo em ordem”.
O que Jesus quer dizer exatamente com essa declaração é passível de debate. Ciência e Saúde, na Seção III, inclui esta definição desafiadora de Elias como: “Profecia; evidência espiritual oposta ao sentido material; a Ciência Cristã, pela qual se pode discernir o fato espiritual referente a tudo o que os sentidos materiais percebem; a base da imortalidade” (p. 585, citação 11). Essa imortalidade de Elias se conecta diretamente ao tema da Lição desta semana.
Tanto a trasladação de Elias como a transfiguração de Jesus apontam para a Vida como não estando na matéria. A vida de Elias, ilustra a declaração de Mary Baker Eddy: “A Ciência divina dispersa as nuvens do erro com a luz da Verdade, levanta a cortina e deixa ver que o homem nunca nasce e nunca morre, mas coexiste com seu criador” (Ciência e Saúde, p. 557, citação 24). Nesta Lição, o meteoro Elias continua a nos abençoar em nossa compreensão da Vida, Deus.
Praticista da Ciência Cristã, Beth Carey é PhD em estudos sobre o Novo Testamento, e ensinou e proferiu conferências públicas sobre o assunto. Ela divide seu tempo entre Elsah, Illinois e Interlochen, Michigan, nos EUA.
Fonte: O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ.
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